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Sessão Fotográfica no Chile – Deserto do Atacama

Chile, Deserto do Atacama 7/11/2017

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A nossa Sessão de Casamento no Deserto Atacama não foi uma escolha nossa, foi um desafio que nos foi lançado pelos apresentadores do programa da TVI, Cristina Ferreira e Manuel Luís Goucha. Quando aceitamos um desafio é sem dúvida para o desempenhar da melhor forma que nos for possível e claro que assim encarámos esta sessão.

Como já é fácil adivinhar os nossos dias de sessão de Trash the Dress começam sempre cedo e acabam apenas quando gostamos do que vemos e o sol vai embora. Esta não foi exceção, mas desta vez além dos obstáculos habituais (caminhar com o vestido, os sapatos, neste caso o calor…), era a primeira vez que íamos ser fotografados por alguém que vive a história na primeira pessoa, o André. Acrescentou uma enorme responsabilidade a ambos, mas também nos permitiu transparecer a maior genuinidade e cumplicidade possível.

Como nunca tínhamos ido a um deserto, confesso que inicialmente tive receio de que as fotos fossem monótonas, no entanto assim que entrámos Toyota Land Cruiser 4x4 e nos fizemos à estrada a vontade era de parar a cada KM porque havia uma paisagem ou uma perspetiva que queríamos registar.

O Atacama é o deserto mais alto e seco do mundo e é composto por vulcões, dunas, lagoas, geiseres, solos de pedra, lama ou sal. Aqui vivem flamingos cor de rosa, lamas, alpacas, patos, burros e florescem plantas de cor lilás que dão um ar de miragem às cores saturadas e irreais que uma paisagem tão diversa nos oferece. O receio passou nos primeiros minutos da sessão e daí em diante só pensámos em usufruir daquele lugar maravilhoso, único e diferente onde mais uma vez estávamos com os nossos fatos prediletos para as maiores aventuras.

No inicio do dia a caminho dos geiseres do Tatio fomos surpreendidos por umas ruínas de pedras de um pequeno povoado que habitou numa das encostas da montanha, claro que é fascinante a ideia de que ali habitaram pessoas em pleno deserto. Invadimos a propriedade de ninguém e fomos conhecer umas casinhas pequenas de simetria perfeita de alguém que ali habitava pela proximidade a vulcões e oportunidade que outrora isso lhe trazia. Continuamos numa viagem que só implica subidas e eis que o topo nos encontra. Nunca tínhamos visto um geiser, e quando chegámos ficámos ainda mais impressionados com toda a geologia daquele lugar. A água que sai da terra a fervilhar a 88º C, com o imenso vapor a desvanecer as cores tórridas do deserto e dois noivos perdidos e encontrados neste contexto, parece meio holiwoodesco e irreal, mas é verdade, eu e o André ali estávamos. Numa visão única e diferente nós adorámos.

Claro que o Atacama entre subidas e descidas, um par de minutos depois já nos estava a apresentar outra imagem completamente diferente, numa encosta ingreme também, mas agora o solo em pedra habitado por catos com um grande diâmetro e altura. Parecia que estávamos noutra parte do mundo e estávamos a apenas alguns minutos do vazio que num outro lugar só era quebrado pelos geiseres.

No deserto do Atacama as cores estão sempre a mudar, os caminhos que cruzamos parecem diferentes se os cruzarmos nas diferentes horas dos dias, o azul, o laranja, o vermelho são as cores fortes que vão mudando a sua intensidade. Claro que a oportunidade de fotografar num caminho que não sabemos onde nos leva porque não tem uma indicação ou referência para nós foi fascinante, além de nos deixar expectantes também nos deixa calmos e conscientes que há inúmeras oportunidades, numa metáfora com a vida este dia foi extraordinariamente libertador.

Há sempre paisagens que nos absorvem e das muitas que eu e o André já percorremos juntos a simplicidade de uma árvore como a única coia que quebra o vazio numa estrada de terra e pó foi algo aterrador. Isto é o Atacama, quando menos esperamos a estrada leva-nos a uma nova perspetiva. Claro que caminhámos em solo arenosos, lamacento, de pedra e de sal, fresco pela manhã e com muito sol e calor ao longo do dia, no final da tarde com muito vento mas sempre com a curiosidade do que ainda estava por ver.

Foi assim que chegámos ao famosíssimo Vale da Lua, numa perspetiva diferente da habitual, sem ninguém àquela hora. Encontrámos pelo caminho um autocarro esquecido pelos anos e pelas pessoas, decidimos entrar e seguir viagem para um por do sol inigualavelmente bonito. As montanhas ficaram ainda mais vermelhas, os vulcões ainda mais imponentes, o branco da neve deu-lhes o seu toque mais dramático e os últimos raios de sol fizeram brilhar mais ainda os cristais de sal.

Honestamente este foi um espetáculo gratuito que não terminou quando o sol se escondeu, pois à noite, no nosso Loft, bem de frente para o vulcão licancabur ficámos horas a ver o mais estrelado céu que alguma vez vimos. Estrelas cadentes, constelações, planetas e um silêncio de calma e introspeção de como se não houvesse mais nada à volta. Sabendo nós que o dia seguinte se iria apresentar com uma vaidade de quem tem muito para mostrar.

Esta aventura foi uma receita de muitos ingredientes. Uma pitada de coragem, uma boa dose de disposição, muitas gargalhadas e quanto baste para sermos felizes em qualquer lugar.

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