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Como visitar o Salar de Uyuni em um dia

 
 

Estávamos de viagem pela América do Sul e vindos do Perú aterramos em La Paz (Bolívia). O nosso destino final era no Chile, o Deserto do Atacama, mas não queríamos de todo perder a oportunidade de conhecer o Salar de Uyuni. Sendo o Deserto de Sal o mais alto do mundo a quase 4000 metros de altitude, com uma extensão de cerca de 12000 quilómetros de sal, formado ao longo de milhares de anos a partir de lagos pré-históricos e uma das poucas zonas do planeta terra que se conseguem ver do espaço! As paisagens mais espetaculares teriam que estar ali. E estavam.

 
 

A nossa viagem desde La Paz até Uyuni foi feita de autocarro. Se vos dissermos que foram 10 horas de caminho vão achar que foi aborrecido e cansativo, mas não mesmo! Escolhemos a operadora Todo o Turismo. Os autocarros são espaçosos, têm wi-fi ao longo de todo o percurso, ar condicionado, televisão, wc com excelentes condições e no nosso caso em que a viagem se iniciou às 21h foi-nos servido jantar, (no qual inclusive havia duas opções de pratos) e pequeno almoço. É quase como viajar em primeira classe no avião por apenas 30€. A viagem passou rápido e conseguimos dormir confortavelmente chagando mais frescos a Uyuni, prontos para aproveitar ao máximo.

 
 

O turismo em Uyuni é a principal atividade económica e assim que saímos de autocarro estavam várias operadoras a oferecer tours combinadas de um ou vários dias de acordo com as preferências de cada um. Os autocarros chegam todos pelas 7h da manhã à cidade de Uyuni e os carros 4x4 que nos levavam até ao Salar saiam por volta das 10h. Todas as operadoras funcionam deste modo.

Sendo o nosso destino final o Deserto de Atacama, optámos por fazer a tour de um dia já que lagoas, geiseres e picos vulcânicos ainda iriamos ver na próxima paragem.

Começámos a nossa tour no Salar de Uyuni pelo "Cemitério de Trenes", é exatamente o que o nome indica, um lugar onde existe um conjunto de vagões de comboios abandonados. Foi o ponto final de um período de progresso que se verificou no território no Altiplano Boliviano entre o final do séc. XIX e o inicio do séc. XX. As carruagens desgastadas pelas marcas do tempo, são paragem obrigatória seja qual for a tour que se escolha para conhecer o deserto de sal.

 
 
 
 
 
 

De seguida fizemos uma breve paragem nos “olhos do salar”. São duas enormes crateras mais ou menos simétricas que promovem a mudança do infinito branco do al para os bordos mais amarelados e o cheiro a enxofre. Este facto assim acontece porque a água quente em contacto com a rocha vulcânica, aproveita as fissuras do fundo da terra e vem a superfície para libertar os gases e a humidade. Ainda regressámos a este ponto ao entardecer, foi daqui que vimos o por do sol no deserto do sal. Aproveitámos os reflexos dos “olhos do salar” para algumas fotos em grupo mais divertidas.

 
 

Continuámos o nosso passeio em direção ao símbolo do Rally Dakar. Foi neste local que se localizou o primeiro hotel do Salar de Uyuni, agora é um lugar de paragem obrigatória, em que há bandeiras de quase todos os países do mundo que os próprios turistas vão colocando.

 
 
 
 
 
 

Na própria tour estava incluído o almoço que nos foi servido aqui. Apercebemo-nos que é o lugar usado para o efeito por diversas operadoras turísticas.

Seguimos o nosso passeio, o sol assumia agora uma posição que nem sequer conseguíamos olhar em frente e mesmo olhando para baixo o reflexo dos raios solares nos cristais brancos de sal encandeava qualquer um.

A paragem seguinte foi perto de pequena lagoa, onde habitavam flamingos cor de rosa. É incrível perceber a fauna e a flora deste local inóspito e incomum. Ficámos fascinados em ver ao fundo um vulcão. Percebemos que estes são os faróis no meio do deserto. Os indicadores que orientam quando a chuva apaga o rasto dos carros ou quando não há estrada.

 
 

O silêncio do deserto é ensurdecedor, as planícies brancas a perder de vista têm tanto de apaziguadoras como intimidantes. A paisagem é quebrada pelas formas hexagonais que o chão compreende e nós quebramos a monotonia da viagem com as fotos em perspetiva que o deserto de sal permite fazer. Foi muito engraçado.

 
 
 
 

A última paragem foi na ilha Incahuasi. Um oásis no meio do deserto. Imaginem uma plenitude sem fim de sal quebrada por um aglomerado de catos altos, volumosos. Alguns deles centenários. É possível subir ao topo desta “ilha” e ter uma vista panorâmica do deserto do sal.

 
 
 
 
 
 

No fim do dia regressámos a Uyuni e daqui seguimos de autocarro até ao Atacama. É possível fazer a viagem neste sentido (Salar de Uyuni – São Pedro de Atacama e vice versa), a extensão da tour pelo Salar é variável.

Mas há uma série de coisas que não podemos esquecer quando nos vamos “perder” pelo deserto do sal:

- Protetor solar. Seja Verão ou Inverno, porque o sol reflete de uma maneira extraordinariamente bela e perigosa);

- Óculos de sol, pois o reflexo dos raios UV pode ser prejudicial;

- Boné, chapéu e casaco;

- Biquíni e fato de banho (para os possíveis mergulhos nas águas termais);

- Ténis confortáveis para caminhar no sal, pedras e terra;

- Máquina fotográfica;

- Coração aberto e espírito aventureiro.

 
 

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