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Sessão Fotográfica na Croácia – Dubrovnik

Croácia, Dubrovnik 22/05/2018

Desde o momento em que chegámos que nos sentimos apaixonados por Dubrovnik. Alugámos um carro e foi da estrada que liga o aeroporto ao coração da cidade que tivemos a primeira imagem deste lugar. Do alto da encosta vimos as águas cristalinas do mar Adriático ladeado por casinhas todas de telhados cor de laranja e as belíssimas muralhas que as circundam. Um cenário que nos deixou sem palavras.

 
 

Escolhemos Dubrovnik para a lista dos destinos que queríamos fotografar vestidos a rigor, ou seja com os nossos trajes de noivos, porque já tínhamos noção da sua beleza e encanto, mas sinceramente, não imaginávamos que tivesse sido uma escolha tão certeira. Além da beleza que a cidade tem, ainda adiciona à sua lista de interesses o facto de aqui ter sido gravada a nossa série favorita, Game of Thrones. Ou seja, estávamos num cenário duplamente entusiasmante para darmos inicio a mais uma aventura.

 
 

Apanhámos o gosto de nos fotografarmos a nós mesmos e então, dada a experiência que já somamos, fomos “reconhecer o terreno” no dia anterior e conhecer um pouco mais e melhor a história e os recantos desta cidade. Fomos acompanhados da guia Natascha (Dubrovnik em Português), uma seguidora que nos fez questão de apresentar a cidade, contar a sua história e desvendar alguns lugares que só um verdadeiro croata conhece. Talvez tenha sido a primeira vez que sentimos que a família Honeymooners era realmente grande, pois tão longe alguém esteve ali a receber-nos daquela maneira tão carinhosa. A verdade é que parecia que já nos conhecíamos há imenso tempo. Passámos momentos muito divertidos, percebemos a melhor forma para chegar a qualquer lado da cidade, percebemos a cultura e a história daquele povo. A Natascha ainda levantou a pontinha do véu para as próximas temporadas de Game of Thrones e nós não podíamos estar agora mais preparados para a sessão do dia seguinte.

 
 

Outra coisa que aprendemos é que a cidade é pequena para tantos turistas que recebe, os enormes cruzeiros que ali atracam em cada manhã são os principais responsáveis por inundar aquelas ruas pitorescas de gente. Por este motivo, marcava o relógio 6:32h quando estacionamos o carro “à porta da cidade”. Desta vez tivemos medo que o tempo não estivesse a nosso favor porque o cinzento pintava o céu daquela manha. Mas achamos mesmo que exceto no dia do nosso casamento nunca mais vamos ter fotos à chuva. Claro que também tínhamos do outro lado, centenas de pessoas a torcer para que tudo corresses melhor do que nunca. Quando muitos querem bem é o bem que acontece.

 
 

Lá fomos nós. Descemos cheios de energia algumas das centenas de escadas que Dubrovnik tem, parámos em vários lugares que não tínhamos previamente pensado, para fotografar de todas as perspectivas aquele belíssimo lugar. Mas fomos também aos lugares mais emblemáticos e de paragem obrigatória da cidade e da nossa série favorita.

 
 

A cidade estava por nossa conta. Sentimos a essência das pessoas. Respirámos o cheiro do pão que ainda estava a ser cozido, vimos a cidade ser lavada (com água potável como a Natascha nos dissera), ser varrida e limpa como alguém arranja a sua casa para receber os mais ilustres convidados. Fomos orientados para os pontos não turísticos (que nós agora conhecíamos), pelos donos dos restaurantes e cafés que ainda estavam a transportar manualmente as cargas de bebidas e alimentos para aquele dia (ou não fosse proibida a circulação de carros pela cidade).

 
 

Vimos a cidade como um turista habitualmente não vê. A fonte foi só para nós, a escadaria (do Walk of “shame”), também.

 
 
 
 

Fomos ao refúgio dos croatas da confusão dos turistas. Um café nascido nas rochas, sobre o mar Adriático a que se acede seguindo a indicação contrária às das placas (segundo a Natasha assim colocadas de propósito, para que aquilo seja só deles). Andar com o vestido agora já é fácil (troquei os saltos pelas sapatilhas é claro), e o os sapatos do André agora são tão confortáveis como umas sapatilhas (até porque estão rasgados de lado e o pé já não fica comprimido). Fotografar-nos assim é tão natural que parece que já nascemos a saber controlar as contrariedades.

 
 

A verdade é que havia um sítio onde tínhamos que ir. A ilha de Lokrum. É património Mundial da UNESCO, e como lhe chamam por lá: é o jardim da cidade. Além disso é la que está o trono de ferro, o emblema maior da série que tanto gostamos. Eram cerca das oito da manhã e estávamos à espera do barco que nos levaria até este local, mas este só haveria de sair às 9h.

 
 

Fomos simpaticamente convidados a descansar na esplanada de um café que ainda não abrira e que nem tão pouco nos podia servir ainda algo para comer. No entanto temos sorte com aqueles que se cruzam connosco e a avó do dono, (uma senhora que não sabia falar inglês), não sabemos se foi o instinto de avó ou o nosso ar mais cansado, só sossegou quando nos ofereceu um sumo natural para que nos aconchegássemos. Gestos que nos marcam pela sua bondade e simplicidade.

Eis que as nove horas chegam e que podemos finalmente ir conhecer Lokrum, numa viagem em que não paguei bilhete, pois segundo o capitão do barco as noivas em Dubrovnik não pagam nada, e ali fomos pouco mais de 10 pessoas para a ilha.

 
 

Não deixa ao acaso nada do que dizem sobre si. Arranjada, bonita, com vistas magnificas, Lokrum oferece aos turistas a possibilidade de uns mergulhos mais sossegados e uma fauna e flora riquíssimos. Achamos que ainda não deve ser muito frequentada, dada a sua quietude, mas de certo será futuramente. Quanto a nós não fomos à praia, pois a vestimenta não permitia, mas conquistámos sem dificuldade o trono de ferro.

 
 
 
 
 
 

A sessão acabou connosco como sempre felizes mas desta vez a comer em jejum o primeiro gelado do ano e com o sentimento de missão cumprida.

 
 

Chegar ao carro foi difícil, a energia da não era a mesma que na subida e tantos degraus após horas estafantes deixaram-nos a escorrer água. Mas ao chegarmos ao topo ambos em uníssono soltamos um: aaaahhhh. Não sei se pelo alívio da subida que terminávamos ou se pela felicidade do que mais uma vez havíamos feito. Confesso que talvez tenha sido um pouquinho de ambos.

 
 

*Brevemente o vídeo da sessão!

honeymooners, Dubrovnik 05/2018

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